Big Time na Festa da Ordem

Há tempos eu não tocava em palco aberto, grande, com uma vista panorâmica.
O show começou com cerca de uma hora de atraso, e encerramos a festa após a apresentação de uma dupla sertaneja de qualidade duvidosa.
Olha, eu não quero ser prepotente nem chato, mas esse estilo não me agrada nem um pouco, embora tenha que concordar que esse é o som que “embala multidões”; bastava olhar a quantidade de pessoas que pararam para assistir! Enfim, apesar do horário avançado, da chuva incessante e do frio, muitas pessoas assistiram nossa apresentação e pediram BIS. Diversão de qualidade e gratuita: Satisfação garantida!
Deu para notar, lá de cima (e do lado), a diversidade do público presente e a variedade das reações: Eram adolescentes pulando, adultos relembrando, moçada dançando, “fãs” berrando e em especial os mendigos, que roubaram a cena; devem ser moradores cativos do Largo da Ordem, meio hippies. Apesar da aparência que causa um certo espanto e do cheiro forte da cachaça diária, eram inofensivos, estavam lá assistindo a passagem do som de manhã e a apresentação a noite. Figuras pitorescas, mereceram até fotografia com “close”; impossível não achar graça.
É bom saber que nosso trabalho é bem quisto embora ainda não tenha me habituado com esse assédio todo. Às vezes dá até um frio na espinha.
Por: Priscila Dal Bosco, novamente bancando a Mdme. Prica com sua Bola de Cristal.
Priscila é designer, artesã e de vez em sempre ataca de escritora e jornalista...rs...


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